Vamos analisar a natureza selvagem da raposa Vulpes ligis:
Essa raposa é aventureira, curiosa. Cheira tudo, espirra, segue pelo caminho que cheirou melhor. Ela, como todas as outras raposas, tem olhar pouco expressivo, nem a própria poderia expressar exatamente o que sente. Passa longas temporadas em silêncio, pensando na origem da vida e do universo. Vira e mexe, brinca com suas amiguinhas raposinhas para exercitar os músculos e crescer saudável. Essa raposa tem muitos defeitos, afinal, é um animal selvagem, não sabe viver entre 4 paredes, sequer aprendeu boas maneiras. Pode ser tosada, obviamente, mas poucos adentrarão seus pensamentos e mudarão seus comportamentos grosseiros (quem sabe um bom adestrador, skinneriano). Não é possível encoleirar essa raposa, é lei ambiental e quem infringir estará diante do karma. Parece se compadecer do esforço dos que a querem domar, cede mas logo se arrepende e foge para as colinas, correndo, desesperada. "Raposa mal-agradecida" - eles dizem - Mas como um ser humano poderia possuir um animal da natureza? Não importa o que esse ser humano proporcionar a essa raposa, apesar de parecer agradecida, não era nada disso que ela precisava. A raposa não almeja essas coisas de seres humanos, tudo vê com seus olhinhos de raposa. Não importa o quanto mimem essa raposa, ela pertence a natureza e o bom dono viverá na natureza com ela, não a tirará de lá, pois também pertencerá ao mesmo lugar. A natureza é justa, não está do lado de ninguém, não toma partido, não acusa e só quem procura entendê-la, entenderá as espécies raras como a em questão, dentre outras (Canis marcelas, Apis giovanas, etc). Falhará o que tentar persuadir essa espécie com coisas humanas, ela faz pouco caso - e parece não negar tal fato, fazendo cara que parece traduzir as palavras "Poupai-me, humano, das tuas tantas humanidades. Eu sendo mais que instintos, não vês que tu de pouco me servirá? Se realmente amas a raposa selvagem, entenderás que seu lugar não é contigo."
Desejo a todos sentimentos profundos e relacionamentos elevados.
"A magnificência de um relacionamento sagrado se despedaça nos recifes dos conflitos egocêntricos triviais."
Deepak Chopra



Nenhum comentário:
Postar um comentário